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GRUPO DE

ESTUDOS

FORMA NULA

Histeria e sua dimensão política

A Histeria e o feminino — A Estrutura e a história — Lei e autonomia — Manifestações contemporâneas

Turmas Abertas

Terças-feiras

19:00h

R$ 150,00/Mês

Sobre o grupo

O grupo de estudo “Histeria e sua dimensão política” propõe uma investigação do percurso histórico da histeria, tomando-a não apenas como uma estrutura clínica, mas como um operador político fundamental na constituição da psicanálise. A partir da virada freudiana, o grupo examina o gesto ético que destitui o saber médico de sua posição de mestria e confere dignidade ao sofrimento histérico, inaugurando uma nova relação entre saber, escuta e sofrimento psíquico.

Ao colocar o ser falante no centro da clínica, Freud funda um método que restitui às mulheres historicamente consideradas indisciplinadas e desarrazoadas o valor de suas queixas, reabilitando o espaço político e clínico do sofrimento. O grupo convida leitores interessados na clínica e na teoria a refletirem sobre as implicações políticas da histeria, suas reverberações na prática psicanalítica e seu lugar nas disputas em torno do saber e do poder.

Mais informações

No primeiro tempo do grupo, investigaremos a histeria em seu percurso histórico, não apenas como uma estrutura clínica, mas como um operador político decisivo na constituição da psicanálise.

 

Partiremos da emergência da histeria no campo médico e de sua progressiva subversão pela escuta freudiana, situando o ponto de ruptura que inaugura uma nova ética do sofrimento psíquico.

 

Devemos investigar algumas posições fundamentais que atravessam essa virada freudiana, a saber:

 

(1) Que o sofrimento histérico adquire dignidade quando o saber médico abdica da posição de mestria;

 

(2) Que a renúncia a transformar o sofrimento em um novo sentido inaugura outro modo de relação com o saber;

 

(3) Que, ao colocar o ser falante no centro da clínica, Freud funda um método de escuta que restitui valor político às queixas historicamente silenciadas.

Investigar a histeria em sua dimensão política implica sustentar o debate sobre o lugar do sofrimento psíquico nas relações de poder, no saber médico e nas formas de exclusão social.

O método do grupo será pautado pela leitura rigorosa, pela investigação conceitual minuciosa e pela articulação entre clínica, história e política.

 

A partir dos textos fundamentais de Freud e de referências correlatas, buscaremos evitar tanto a patologização moral da histeria quanto sua neutralização teórica, preservando sua potência crítica no campo clínico e social.

Os encontros serão semanais, às terças-feiras, às 19h, constituindo um espaço de estudo e debate voltado a clínicos, estudantes e leitores interessados nas intersecções entre psicanálise, história e política.

Cronograma de leituras_

2026

​História da histeria - Etienne Trillat

A iniciar

Estudo sobre a histeria [1893-1895]

A iniciar

História da histeria, de Étienne Trillat, é um texto fundamental para situar a histeria como um operador histórico, político e epistemológico no interior do saber médico e psicológico. Ao reconstruir o percurso da histeria desde a Antiguidade até a modernidade, Trillat evidencia como o corpo histérico foi, reiteradamente, um campo de inscrição do poder, da moral e das formas hegemônicas de saber. A leitura do texto permite compreender a histeria não como uma entidade natural ou atemporal, mas como um sintoma histórico que interroga os limites da ciência, do discurso médico e de suas pretensões de mestria.

 

Estudos sobre a histeria [1893–1895], de Sigmund Freud, inaugura uma ruptura radical com o paradigma médico dominante ao fundar um método de escuta que desloca o saber do corpo observado para a palavra do ser falante. Ao renunciar à posição de mestria e à pretensão de traduzir o sofrimento em um sentido totalizante, Freud confere dignidade clínica e política às queixas histéricas, restituindo-lhes estatuto de verdade.

ORGANIZAÇÃO

Sobre a
organizadora

Victoria Negri

Psicanalista, Mestranda em em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela UVA. Pós-graduada em Clínica Psicanalítica Lacaniana (ESPE). psicóloga especialista em Saúde da Família através do programa de residência do ICEPi/SESA. Co-organizadora e pesquisadora-membro do laboratório de psicanálise Forma Nula. Participante do Fórum do Campo Lacaniano - RJ.

   Atualmente mestranda em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela UVA pesquisando o entrelaçamento entre a absorção da lógica psiquiátrica neoliberal pelo saúde pública e histeria.

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Sobre a
organizadora

Natália Tasse

Natália Tasse é psicanalista, participante da associação Psicanálise & Cultura de Vila Velha – ES, formada em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e atualmente ​​​pós-graduanda em psicanálise pelo Instituto ESPE.

 

Atuou no NAJUP Gabriel Pimenta, com foco na efetivação de direitos humanos e à frente de projetos de extensão pela UFJF junto ao Movimento Sem Terra (MST).

Pesquisou sobre gênero, sexualidade e prostituição, buscando refletir sobre autonomia e direito ao corpo, com ênfase na teoria feminista.

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Forma Nula é um laboratório de Psicanálise, voltado à epistemologia, ontologia e filosofia da linguagem.

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